Cansada de seres que se dizem racionais agirem irracionalmente. Cansada de ver as pessoas lutando por algo que nem elas mesmas estão dispostas a aderir. Cansada da capacidade do ser humano de ser falso, idiota, rude, insensível. Cansada de ver tudo e todos indo pro fundo do poço e ninguem sequer parar de olhar para o seu próprio umbigo, parar de achar que são o centro do universo. Cansada dessa sociedade que ensina que ser controlado pela mídia é melhor do que expôr suas opiniões; dessa sociedade que vive à mercê das 24 horas do dia , ao invés de construir seu próprio tempo. Cansada desse mundo que valoriza muito mais uma pessoa que tem as nádegas avantajadas do que alguem que acabou de ganhar um prêmio Nobel. Cansada dessa sociedade fútil, sem cultura e que acha ‘legal’ ser desinformado.E, principalmente, cansada de pessoas que não sabem o que é amar. É, estou terrivelmente cansada. Acho melhor ir deitar e dormir, quem sabe assim descanso um pouco. (Natália Barbosa)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Tempo.
Estive andando numa avenida, uma avenida cheia de pessoas. Uma avenida tão linda. Nunca tinha reparado o quanto ela é bonita, e eu estive passando por ali todos os dias no último ano. Era outono, e especialmente naquele dia parecia que o vento estava mais forte. As árvores se balançavam-se em sincronia, pareciam dançar; as flores de várias cores, estavam perdendo suas formas simultaneamente. E as pessoas andavam apressadamente. Era fim de tarde, deveria ser umas 17:45. O sol estava se preparando pra se pôr. A mistura de cores estava tomando de conta do céu, que parecia mais lindo do que nunca. E as pessoas continuavam a andar, olhavam para seus relógios, atravessavam a rua, buzinavam em seus carros, falavam ao celular. E as árvores não deixavam de dançar, suas folhas iam caindo ao chão, que já estava parecendo ser feito apenas de folhas. O céu estava cada vez mais colorido. E eu apenas contemplava tudo aquilo. Tão lindo, tão perfeito. E as pessoas pareciam não notar, estavam preocupadas demais com o tempo, estavam apressadas demais. As pétalas das lindas e coloridas flores caíam pelo chão. O vento balançava meu cabelo, eu poderia jurar que ele estava a sussurrar coisas em meus ouvidos. E eu estava apenas a caminhar lentamente, observando cada detalhe daquele momento. E as pessoas simplesmente andavam e andavam. Ninguem havia se quer olhado para o lado; ninguem havia se quer parado por um instante. Passou uma mulher pelo meu lado, gritando irritada arrumando os cabelos : - Que droga de vento! Eu se quer olhei para ela, havia algo acontecendo ao meu redor, e eu sequer tinha parado para olhar. O tempo não me permitira esperar, o sol já estava sumindo no horizonte, estava começando a escurecer, eu não conseguia deixar de ver quão sublime a natureza ao meu redor era. Eu estava a contemplar o vento em meu rosto. Eu estava a deixar o vento levar os meus problemas, não havia com o que me preocupar. Eu estava sem direção definitivamente, mas, dali pra frente não haveria mais nada do que eu quisesse mais do que viver o meu tempo, no meu tempo, do meu jeito. (Natália Barbosa)
sábado, 23 de outubro de 2010
Hoje,
sei que nada que eu fizer poderá fazer diferença alguma. Mas, eu queria que soubesses que naquele dia em que partistes meu coração, eu não estava magoada, ou no mínimo angustiada, afinal, eu saberia que iria acontecer cedo ou tarde. Eu queria que apenas tu me abraçastes, ao menos por uma última vez, e que fosse definitivamente sincero, e não como havia sido tudo antes daquele terrível momento. E eu que sonhei por tanto tempo em ser livre, e poder viver um grande amor, mas, nada haveria de poder me salvar disso, principalmente tu que não sabes ao menos dizer a verdade. Mas, por mais que eu saiba que tu és o tipo de pessoa de que eu mais quero distância; por mais que eu saiba que tu nunca serás de verdade; por mais que eu saiba que talvez minha felicidade não estivesse contigo, eu queria naquela noite triste e vazia, te ter para sempre e não como sempre. Eu queria ter te dito o que eu precisava dizer : - Me prenda em seus braços.- Mas, eu sabia que eu poderia ali dizer o que dissesse, nada faria diferença. Eu olhava ao meu redor e via que nada era real, nada era verdade. E eu que pensei que tu havias voltado. Tola, tola! Tudo apenas não passava de um sonho, em que todo o remorso que eu sentia foi visto por meus olhos. Não fazia diferença alguma tê-lo ou não ali. E, depois disso, percebi, que não faria diferença alguma tê-lo aqui também. Afinal, tu não sabias me entender, e sequer tentavas me amar .. E, finalmente, eu tinha acabado de aprender a te esquecer. Em mim senti uma faísca de vida novamente se acender, e , percebi então que poderia recomeçar decididamente, sem ti ! (Natália Barbosa)
Natália Barbosa
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Esta sou eu.
Durante esses dias vieram me perguntar quem eu sou, e não soube o que dizer, diante disso resolvi fazer um texto sobre mim, e ele aí está!Uma parte de mim é alegre, sincera, corajosa e meiga. A outra é séria, introvertida e grossa.
Uma parte de mim é apaixonada por rock. Já a outra prefere MPB.
Uma parte de mim gosta de estudar, ouvir música e chorar. A outra parte gosta de se arrumar, sorrir e cantar.
Uma parte é espontânea, gosta de dançar e não quer saber das opiniões alheias. A outra é discreta, e é fissurada em manter uma boa reputação.
Uma parte de mim quer curar algo que envolva células e corpo humano. A outra pretende ser uma artista: escrever, pintar e desenhar, isso que ela quer.
Uma parte de mim é pura carência e perfeccionista. A outra parte é rebelde, não aceita ofensas e é cheia de opiniões.Uma parte de mim tem orgulho de ser o que sou. A outra acha sou apenas mais um pessoas no mundo.Apesar de serem diferentes, as duas partes minhas são simples e verdadeiras.
O fato de eu ter em mim duas partes, não quer dizer que eu seja "falsa", "duas caras", ou algo do tipo. Afinal, eu não sou uma das duas em cada hora/lugar. Eu sou as duas unidas. Em cada movimento, em cada pensamento meu, eu as mostro juntas, em sincronia. E, mais do que qualquer descrição que eu possa fazer, eu sou devidamente aquilo que faço. Prazer, Natália Barbosa Viana.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Saber, querer, escolher, dizer.
Sempre soube o que queria. Mas, nunca soube o que queria realmente. Sabia e não sabia. Talvez saiba e não queira saber. Talvez queira e não saiba dizer. O fato é que tenho que escolher, saber o que quero. Já passou-se da hora. Não posso mais não saber. Não posso mais não escolher. Mas o que querer ? O que escolher ? De onde partir ? Para onde ir ? De onde vir ? É, definitivamente não sei. Talvez amanhã eu escolha. Talvez amanhã eu saiba. Talvez amanhã eu diga. Talvez amanhã eu queira. Amanhã talvez, quem sabe. (Natália Barbosa)
domingo, 3 de outubro de 2010
Tudo tem um começo ..
.. meio e fim ..
O fim para uns, pode ser o começo para outros.
O meio é algo natural, se existe um começo e existe um fim, o meio está no pedaço da história que começou, e termina antes de terminar...
Mas, para mim eu só peço uma coisa :
Que desde que eu comecei, tudo nessa vida me ensine alguma coisa,
e, que antes que acabe, tudo tenha algum valor, e sentido.Para que os outros venham, aperfeiçoem o que eu aprendi, e, possam assim, expandir seus conhecimentos,
e entender tudo aquilo que eu não entendi. (Natália Barbosa.)
O fim para uns, pode ser o começo para outros.
O meio é algo natural, se existe um começo e existe um fim, o meio está no pedaço da história que começou, e termina antes de terminar...
Mas, para mim eu só peço uma coisa :
Que desde que eu comecei, tudo nessa vida me ensine alguma coisa,
e, que antes que acabe, tudo tenha algum valor, e sentido.Para que os outros venham, aperfeiçoem o que eu aprendi, e, possam assim, expandir seus conhecimentos,
e entender tudo aquilo que eu não entendi. (Natália Barbosa.)
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